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29.04.2020

Em Manifesto e vídeo, o CFM expressa seu repúdio à tentativa de flexibilizar usando a COVID-19 como justificativa

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou na quarta-feira (29) manifesto de repúdio à possível flexibilização do Revalida durante a pandemia de COVID-19. Em nome dos médicos brasileiros, a autarquia expressou indignação diante da tentativa de políticos de ressuscitarem, em meio à crise provocada pelo novo coronavírus, projeto que permite aos portadores de diplomas de medicina obtidos no exterior a possibilidade de atuar no Brasil sem antes passar por exame que verifique seu conhecimento, competência, capacidade, habilidades e atitudes.

“Trata-se de ação lamentável e oportunista, ancorada em distorções, que, se aprovada, exporá a população a outros riscos: o mau atendimento, o mau diagnóstico, o mau tratamento”, salientou o documento. No texto, o CFM cobra respeito, valorização e reconhecimento ao trabalho que vem sendo realizado pelos médicos brasileiros, com CRM, que estão na linha de frente contra a COVID, o que inclui a oferta de condições de trabalho e de atendimento.

CONFIRA O MANIFESTO NA ÍNTEGRA

No mesmo tom do manifesto, o presidente do CFM, Mauro Ribeiro, divulgou vídeo em que trata a questão. Em sua mensagem, ele afirma que, com base em argumentos falaciosos, existe uma tentativa de fazer avançar essa proposta “aproveitando do momento de maior ameaça da história da nossa sociedade em relação a uma doença terrível, altamente transmissível e de uma letalidade muito rápida, para aprovar algo totalmente desprezível, se locupletando no sentido de garantir a esses brasileiros o direito de atender a população brasileira sem mostrar nenhum tipo de conhecimento médico para esse fim”.

ASSISTA AO VÍDEO DO PRESIDENTE DO CFM

Mauro Ribeiro ressaltou ainda que não há necessidade da medida e lembrou que cerca de 25 mil novos médicos concluem a graduação em 2020, sendo que 10 mil deles deixarão as escolas até julho. Além disso, afirmou, “o Programa Brasil Conta Comigo, organizado pelo Ministério da Saúde, para cadastrar médicos voluntários que queiram engrossar as fileiras contra a COVID-19 já conta com 31.740 inscritos, dentre eles cerca de 3 mil residentes”.

Assim, como no Manifesto, o presidente do CFM reiterou que, no momento atual, o mais importante é oferecer melhores condições de trabalho e mais segurança com equipamentos de proteção individual aos profissionais que atuam na linha de frente do enfrentamento à COVID-19.

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